Que horas tão ternas
Estas em que me perduro
Inocente de mim
Em uma diálise inconstante
Que se renova nos momentos
Percebo-me não só a mim
Mas também ao outro
... que habita em mim
Inalo tão assombrosos prazeres
Em volúpia... secretamente
E percebo sem me voltar
Que o Mar já não é só meu
... tomo-te em meus braços
E quebro-te em mil pedaços.
de: Mário Sarmento
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