domingo, 18 de agosto de 2013

Mandrágora


Leves passos encobriram o sol que queimava por entre as folhas inertes

A luz inebriante avistava longe os teus cabelos que, consonantes,
Se agitavam por entre as estepes
Acorriam a mim as vestes negras das sepulturas apaixonadas
E em mim habitavam olhos incandescentes pintados de mandrágora
Levemente, os nossos corpos se encontraram solenes
Por entre o crepúsculo já entardecido 
E peregrinos nos mantivemos por funestos momentos de lucidez.

Encontrámo-nos no limbo entre o tempo e a eternidade
E desfalecemos ao cair das treze badaladas...
Incrédulos! - Incoerentes escárnios veneráveis sobre nós se esbateram
E, incansavelmente entre nós, fulminaram cadencias intangíveis
Da morte da Lua Lobo.

Sem comentários:

Enviar um comentário