Ao embebido raiar da aurora
a Harmonia procurou a brisa
no seu calmo suspiro que acorda sua alma
num fortúnio impreciso que percorre
toda a margem de seu espirito.
Contemplou tal singular e viril fisionomia
-que engana a perfeição em traços
tão nobres e concretos-
mantendo um silêncio audacioso
enquanto divagou pelo seu trilho
de prazer adormecido.
A fatalidade de criar um sorriso
recaiu sobre uma apoplexia quase explosiva
que fez esvair num olhar terno
toda a leveza encarcerada
nessa essência feminina.
Ele profetizou a palavra esquiva
que Harmonia escondia no tumulto
criticando um acordar tão preguiçoso
de uma flor que se diz tão fria.
E assim foi reencarnando o dia,
desvendando inerentes blasfémias
e olhares, então, mudos.
À Harmonia, roubou-lhe a máscara
e guardou-a para além-vida
e quanto a esta...
pois já não reaverá tal triste engano.
Enfim descobriu
que a mágoa já não pesa...
A culpa? não existe.
Agora amar?... (Ah!)... a isso já não resiste.
Se dissesse que todo o Tumulto abafado surpreendia o entendimento, mentia. De amor à vida tornado culto à morte chegou então a verdadeira morte recorrente que vives e te fará não temer dizer: vivam.
ResponderEliminarErro?