Gosto, com luxúria, do passar nocturno das horas
Dos segredos percorridos nas memórias das árvores, pesados
Encontro, no prisma irreverente da ruptura do encanto
As palavras ternas mas vazias que me entregaste
Padeço, trémula, na obscura velocidade das palpitações remanescentes
Prendo a mim as loucuras doces da minha essência
Que encontra em ti as horas perdidas
Percorro as oníricas recordações das volúpias, incessante
A teia saboreia e marca a eternidade que me separa de ti.
Mas acredito, na virtude das nossas asas,
Na inércia dos nossos corações,
Na longevidade da nossa ternura,
Na paixão dos nossos olhos,
Mas, sobretudo, na cadência das nossas almas.
Acredito, mas não espero.
Je suis fatiguée...

tão bonito, carol...
ResponderEliminar