Quero ainda pagar a divida do esquecimento
Que deixaste na minha porta, como um vento que arrebata as folhas
Seja de um outono ou de um inverno qualquer.
Mas pagaste-a tu, na distância que conseguiste do gesto
A intolerância...
Mas é esse o teu abrigo quando o vento passa
Quando passa forte e nem ousa chamar.
Ele apenas bate, seja de frente ou transparente
Sente-lo na boca da tua voz...
E ousas passar despercebido com uma folha que parte na obliquidade
Ousas passar distante quebrando a força desse poder esquivo
Ousas sem pensar na vida, assim é,
O inquilino já perdeu a esperança
Agora toda a residência é tua
Podes desfruta-la até ao desdenhar de teus nobres herdeiros
Como sempre tua.
Ei! Não te esqueças, meu herdeiro...
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