Os anos passaram, uns intrépidos
outros receosos
Mas voaram ferozes, estremecendo
a abundância
Que sentíamos perante a vida.
Encontrámos sentido na simbiose
das nossas almas
Foi o inicio da canção que, até
hoje,
Nos faz adormecer, sorrir,
entristecer, seguir.
Os anos passaram, mas as memórias
permanecem
E parecem possuir-nos, de louca
sensatez,
Nos recambiando para a
ingenuidade dos nossos lábios,
Do nosso toque, das nossas descobertas.
O fumo emanado dos nossos
cigarros
Nos fazia sonhar com a boémia
futura, com o fruto proibido,
Com um amor escondido, longínquo,
a ser vivido.
Os anos passaram e a saudade só
engrandeceu
De forma doce e eterna, o sentido
que procuramos existir
Na fria e nostálgica amargura da
igreja que consagrou o beijo.
Afinal os momentos terão sido
perenes…
Renasço com tuas palavras
sinceras,
Que me abraçam na turbulência das
horas
Aguardando o encontro das
andorinhas que fogem da monotonia
Tentando ser livres da tragédia
de morrerem ilesas.
Dançamos ao sabor das luzes
intermitentes
Por entre os estranhos que nos
amam,
Cumprindo as lágrimas que devemos
àquela inocência perdida,
Mas continuando a amar, juntos, a
genuinidade da nossa esperança.

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